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	<title>Memória e Identidade</title>
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		<title>Memória e Identidade</title>
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		<title>A árvore da vida, de Terrence Malick</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 11:26:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A árvore da vida]]></category>
		<category><![CDATA[Terrence Malick]]></category>

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		<description><![CDATA[ O espetáculo da criação   “Uma coisa pode ser muito triste para ser crível ou muito má para ser crível ou muito boa para ser crível; mas ela não pode ser tão absurda para ser crível, neste planeta de sapos e elefantes, de crocodilos e peixes-espada”. Belíssima esta frase do filósofo inglês G.K. Chesterton. Só [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3024&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>O espetáculo da criação</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/09/tree-of-life-dinosaur.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3026" title="tree-of-life-dinosaur" src="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/09/tree-of-life-dinosaur.jpg?w=300&#038;h=163" alt="" width="300" height="163" /></a> <br />
“Uma coisa pode ser muito triste para ser crível ou muito má para ser crível ou muito boa para ser crível; mas ela não pode ser tão absurda para ser crível, neste planeta de sapos e elefantes, de crocodilos e peixes-espada”. Belíssima esta frase do filósofo inglês G.K. Chesterton. Só é possível compreender o espetáculo da criação se houver, inicialmente, algum espanto. A contemplação é a forma mais perfeita da dúvida.</p>
<p style="text-align:justify;">“A árvore da vida”, filme de Terrence Malick, só poderá ser compreendido se for contemplado. É uma obra sobre o espetáculo das coisas criadas, que parte das imagens do mundo para responder às dúvidas de seus personagens. É possível acreditar que existe sentido para todas as coisas, até para o mais doloroso dos sofrimentos, neste planeta onde existem crocodilos e peixes-espada; ou onde já existiram criaturas tão absurdas como os dinossauros, conforme o filme revela em cenas de uma admirável liberdade artística, que só um cineasta muito consciente da necessidade do espanto poderia conceber. No filme “Além da linha vermelha” (1998), a primeira imagem que Malick revela é a de um crocodilo em submersão. O cinema de Malick se deixa espantar pelas criações do mundo natural assim como a filosofia de encantamento de Chesterton.</p>
<p style="text-align:justify;">Na abertura de “A árvore da vida”, em letreiros, o filme cita o personagem bíblico Jó, aquele que perguntava onde está Deus no mundo que permite o sofrimento; porém, aquele sofredor também é indagado sobre onde ele estava quando a terra foi fundada. O mundo e o destino não são propriedades criadas pelos indivíduos e, partindo desta ideia do Livro de Jó, o filme conta a história de uma família americana na década de 1950, formada por um pai rígido, uma mãe graciosa e três meninos.</p>
<p style="text-align:justify;">A vida cotidiana da família é captada por uma espécie de câmera transcendente, que costuma se deslocar pelo quadro em busca de um personagem até então escondido, ou de uma ação que renova o sentido da cena. A câmera de Malick se movimenta para descobrir os primeiros contatos dos garotos com o encantamento, a tristeza, a rebeldia e o arrependimento.</p>
<p style="text-align:justify;">O pai, vivido por Brad Pitt, é capaz de ferir e de ser ferido pela crença de que o mundo pode ser inteiramente controlado pela vontade humana e que a única ascensão existencial é aquela causada pelas obstinações dos <em>self-made-men</em>. Porém, do mesmo modo que Jó não criou o mundo, nenhum homem pode almejar toda a autoria pelo destino e aquele pai de família só terá alguma paz depois de experimentar as lágrimas da criação, ou seja toda a sorte de acontecimentos que escapam da nossa vontade, mas que fazem parte da verdade do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/09/kinopoisk_ru-tree-of-life_2c-the-1519141_1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3027" title="kinopoisk_ru-Tree-of-Life_2C-The-1519141_" src="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/09/kinopoisk_ru-tree-of-life_2c-the-1519141_1.jpg?w=300&#038;h=136" alt="" width="300" height="136" /></a><br />
Mas o fato é que “A árvore da vida” não se encerra como uma lição de moral fácil de ser aprendida. A dor humana continua pelas gerações e, no futuro, será o filho daquele pai que terá o espírito tensionado pelas dúvidas existenciais. Este filho, na vida adulta interpretado por Sean Penn, caminha amargurado por entre prédios modernos e paisagens desérticas, onde ouvimos sua voz em <em>off </em>questionar sobre o sentido do sofrimento. O deserto é o mesmo em todos aqueles lugares, mas mesmo na aridez geográfica ou de uma grande corporação, é possível o encontro do homem consigo mesmo. O deserto também é o lugar onde o Filho do Homem se isolava para rezar e também onde as dúvidas se tornam oração. O “por que me abandonaste” é mais religação do que lamento.</p>
<p style="text-align:justify;">“A árvore da vida” evoca explicitamente o fator religioso, num grau de realismo aristotélico e escolástico diferente das filosofias modernas que sustentam o mundo como possibilidade inerente ao pensamento. Malick, que já foi professor de filosofia no Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), faz um filme filosoficamente apaixonado pela descoberta do mundo &#8211; não como uma ideia criada pelo nosso subjetivismo, mas como um espetáculo de uma alteridade que não sinaliza o <em>cogito </em>cartesiano (“penso, logo existo”) como primeiro fundamento filosófico.</p>
<p style="text-align:justify;">Cinematograficamente, é uma opção delicada, sendo esta a única e pequena ressalva que, particularmente, faço ao filme. Por vezes, a paixão filosófica de Malick pelo mundo criado sobrecarrega o filme de autoimportância e, quem sabe, de um sentimentalismo que um olhar mais cínico poderia comparar com os produtos banais da autoajuda. Eu discordo de que exista essa banalidade em “A árvore da vida”, mas o risco é iminente. Por outro lado, filmes de diretores como John Ford, Roberto Rossellini, Eric Rohmer e Manoel de Oliveira demonstram com serenidade a beleza do mundo sem que insistam demasiadamente no sentimentalismo religioso, algo mais próximo do realismo greco-medieval do que o filme de Malick. Na dramaturgia daqueles cineastas católicos, de obras profundamente faladas, os diálogos servem menos para contar uma história do que para ser o <em>verbum</em> que aponta para a realidade do mundo criado. Porém, no caso de Malick, a dramaturgia frontal dos atores é muitas vezes substituída pelo artifício não necessariamente realista das vozes em <em>off</em>, que variam entre preces e indagações.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, a insistência filosófica de Malick pode se justificar pelo modo como o filme pede a participação do público. No caso de “A árvore da vida”, ter dúvidas sobre os significados do filme faz parte da mesma curiosidade filosófica que instiga as perguntas sobre o sentido da morte e do sofrimento. A reclamação do público que não compreende “A árvore da vida” é como o caminhar no deserto do homem em crise vivido por Sean Penn. Se em algum momento da modernidade trocamos a complexidade do encantamento pelas coisas prontas do pragmatismo, qualquer coisa que peça a generosidade do olhar nos deixará aborrecidos e confusos. É um estado crítico de vida onde, como diria o cientista e filósofo francês Blase Pascal, se nos retirassem as diversões, estaríamos a “secar de tédio”, porque acostumados com barulhos e evasões, já não sabemos como nos contemplar. Porém, para quem quiser ver de verdade, o filme de Malick é uma resposta espetacular ao estado aborrecido do mundo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3024/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3024&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O sacrifício da autoridade paterna</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 13:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Convites]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida em comunidade precisa de ordem. A inexistência de modos de comportamento regidos pelos mais experientes implicaria numa escravização dos homens aos apetites primários, o que não possibilitaria a vida humana como a conhecemos. A autoridade é, então, uma coisa necessária para a humanidade. A partir da lei natural, aprendemos em nossos corações que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3021&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A vida em comunidade precisa de ordem. A inexistência de modos de comportamento regidos pelos mais experientes implicaria numa escravização dos homens aos apetites primários, o que não possibilitaria a vida humana como a conhecemos. A autoridade é, então, uma coisa necessária para a humanidade.</p>
<p style="text-align:justify;">A partir da lei natural, aprendemos em nossos corações que existe uma fonte de autoridade. Na vida social, ora precisamos impor, ora precisamos obedecer. Neste chamado tipicamente humano, há uma série de direitos e deveres que cumprimos, não porque foram invenções de nossos apetites, mas porque é algo que todos reconhecem em si.</p>
<p style="text-align:justify;">Porém, esta igualdade entre os homens, que é a semelhança com Deus, sempre foi questionada. Não me refiro, necessariamente, aos ateus, aos anarquistas, ou a quem quer que duvide ou negue a existência do Deus que ensina aos homens como se assemelhar a Ele.</p>
<p style="text-align:justify;">O nosso egoísmo, quando consumado em qualquer uma de nossas faltas, é um sintoma, desde o primeiro erro da humanidade (que a Igreja chama sabiamente de “pecado original”), de que somos tentados a ser inventores de uma coisa que não nos pertence, que é a fonte de toda a autoridade. Se o outro também tem esta fonte inscrita no coração, eu não posso me colocar à frente dele como legislador da vida. Eu não posso destituir o outro de tal dignidade. Nesse sentido, preciso amar ao próximo como a mim mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, somos chamados a viver numa comunidade que será tão mais saudável quanto mais próximo for o entendimento de que os homens são semelhantes a Deus. O uso altruísta da autoridade nata é uma manifestação dessa semelhança e o uso egoísta é a sua negação.</p>
<p style="text-align:justify;">A primeira comunidade semelhante a Deus é a família. Da geração do homem e da mulher, existe uma manifestação que se assemelha à criação primeira. Deus criou o homem e os homens criam os seus filhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Se quisermos que a vida humana “dê certo”, é preciso que a família “dê certo”. É muito difícil mudar para melhor as ordenações injustas de nossos sistemas políticos e econômicos, mas, ainda que isto seja possível, é preciso que as mudanças comecem conosco, a partir de nossos círculos mais íntimos.</p>
<p style="text-align:justify;">A família precisa ser imitadora das intenções divinas, criando pessoas em corpo e alma. A educação dos filhos é devedora do “ser humano” que Deus nos concede. A formação precisa da autoridade e enquanto os filhos não atingirem total responsabilidade pelos seus atos, é dever dos pais, não apenas com Deus, mas consigo mesmos e com a prole, exercer os deveres que lhe são concedidos. Se os filhos não estiverem sob as regras firmes dos pais, a família trairá a sua vocação natural.</p>
<p style="text-align:justify;">Pai e mãe são uma só carne e todas as suas intenções para com os filhos precisam ser semelhantes. Aos olhos dos filhos, diferenças de opiniões entre marido e mulher só valem no âmbito das preferências entre morango e chocolate. Se houver diferenças de intenção sobre como exercer a autoridade paterna, que o consenso seja buscado a qualquer custo, nem que um dos lados tenha de ceder. E, mesmo que o lado que opine por mais “rigidez” pareça ter menos razão, é recomendável que a concessão seja para esta orientação. Impedir os garotos de fazer isso, vestir aquilo ou ir para acolá não é o fim do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Tradicionalmente, a figura do pai zela mais pela rigidez, enquanto a mãe nutre um espírito maior de cumplicidade para com a prole. Se por um lado, a educação moderna coloca o pai mais próximo afetivamente dos filhos, o que é algo muito bonito, por outro lado existe aí a perigosa tentação da cumplicidade. Em muitos lares, o pai é mais manso com a prole do que a mãe, porque o homem quer ser bem quisto pelos garotos. É um anseio compreensível, devido à dureza do mundo. O sujeito passa o dia pressionado pelas dificuldades da vida e quando chega em casa deseja, legitimamente, alguma ternura. Claro que os filhos são fonte de ternura, mas quem tem o dever de zelar pela autoridade no lar não deve se preocupar em ser recebido com mimos. Quando for necessário, o pai deve fazer o sacrifício de ser menos compreendido e querido do que a mãe. Faz parte da sua digníssima vocação. A longo prazo, os filhos bem formados lhe serão gratos, mas no calor do momento, o pai deve estar preparado para a impopularidade.</p>
<p style="text-align:justify;">O homem se inclina mais facilmente pelo zelo da autoridade, enquanto a mulher é uma guardiã mais natural das ternuras. Em algumas ocasiões, o homem pode ser mais terno e a mulher pode ser mais rígida, mas se esta inversão se tornar uma regra, o lar não terá uma ordenação clara e natural. Ainda que o temperamento do homem seja mais maleável do que o da mulher, é preciso ter em vista que o exercício de formar os filhos é algo que nos transcende. Não fomos os primeiros e nem seremos os últimos a educar crianças. É preciso moldar nossas condutas para que sejam de acordo com as intenções divinas para a humanidade. Agiremos em verdade e, neste exercício livre, teremos feito a nossa parte para o bem estar de todos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3021/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3021&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Super 8 e o olhar dos meninos</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 14:21:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
		<category><![CDATA[Super 8]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/08/super8b.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3017" title="super8b" src="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/08/super8b.jpg?w=300&#038;h=180" alt="" width="300" height="180" /></a> <br />
Há trinta anos, o jovem Steven Spielberg capitaneava sucessos cinematográficos, como cineasta e produtor. Hoje, o seu nome consta nos créditos de produção de “Super 8”, filme dirigido por J. J. Abrams, que o universo das resenhas jornalísticas e do marketing da própria obra têm percebido referências estéticas e narrativas ao jovem Spielberg. Em sua história ambientada não por acaso em 1979, a trupe de pré-adolescentes que produz um filme sobre zumbis, na então bitola caseira super 8, terá o rito de passagem para a maturidade afetado por uma invasão alienígena numa pequena cidade americana. O bando de garotos envolvidos numa história fantástica pode remeter a filmes dirigidos por Spielberg como “E.T”. (1982), ou produzidos por ele, como “Os goonies” (1985). Os nostálgicos poderão se deleitar com “Super 8” e é a partir dessa infantilização de espírito que Abrams faz um filme, por vezes, emocionalmente poderoso.</p>
<p style="text-align:justify;">O cinema de Steven Spielberg sempre teve fascinação por cordões umbilicais, atingindo o seu ápice no garoto em gozo eterno com a sua mãe no encerramento de “A.I &#8211; Inteligência Artificial” (2000). É comum em seus filmes que o drama passe pela ausência de um dos pais na formação familiar, por morte, divórcio ou abandono. Em “Super 8”, esse tipo de infortúnio se repete nas duas famílias protagonistas, ambas sem a presença das mães. Os filhos dos pais doloridos se tornam amigos e, neste “sair de casa” para fazer um filme amador, o filme investe no olhar virginal dos garotos, que não será o mesmo depois das experiências fantásticas com o alienígena que invade a cidadezinha. Os dois protagonistas, um garoto que faz a maquiagem de zumbi da menina atriz, se “olham” pelo dever da brincadeira e, apenas por simplórios campos e contracampos executados por Abrams, o espectador é situado na tensão entre os sexos que alerta para um mundo ainda misterioso.</p>
<p style="text-align:justify;">“Super 8” é um filme sobre pessoas ainda imaturas e que nasce na imaturidade estética, afinal, ter Spielberg como referência nunca será um sinal profundo de excelência cinematográfica. Os únicos personagens do filme que agem de forma surpreendente são as crianças, porque elas ainda não atingiram os convencionalismos da vida adulta que o cinema de matiz spielberguiana não consegue compreender a fundo. Os personagens mais velhos passam o filme todo vestidos de militares, policiais, professores e operários. É uma visão que, assim como faz o cinema de Spielberg, estigmatiza quem se contrapõe à ingenuidade dos heróis. O nazista de uma fantasia como “Os caçadores da arca perdida” (1981) poderia atuar da mesma forma num filme adulto como “A Lista de Schindler” (1993).</p>
<p style="text-align:justify;">Porém J.J. Abrams faz um filme sobre crianças que ainda precisam “olhar” para crescer, construindo, em alguns momentos, uma bonita radicalidade. Talvez, as figuras adultas de “Super 8” sejam superficiais, porque elas são filmadas por um cineasta que empresta todo o seu olhar para as crianças. O mundo de Super 8 é o da infantilização do espírito, para o bem e para o mal. Pela sua fixação secretamente mórbida com as coisas que o tempo apaga, a nostalgia juvenil não é lá uma coisa saudável, mas nos seus momentos de observação da meninice, “Super 8” se sai bem, porque é um olhar que busca numa época passada algum ideal de interação mais puro, ainda não mediado pela técnica dos telefones celulares e das redes sociais. Os rostos dos meninos se interagem. Olho no olho, campo, contracampo e alguma potência de vida.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3016/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3016&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nossos amigos</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 19:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Convites]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Sacerdócio]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde a infância, podemos ter pistas sobre quem somos a partir de quem são os nossos amigos. Gostamos de andar com quem aqueles que se parecem conosco, ou com a imagem que temos de nós mesmos. Talvez, os amigos da adolescência tendem a ser transitórios menos por causa da mudança de rotinas do que pela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3010&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Desde a infância, podemos ter pistas sobre quem somos a partir de quem são os nossos amigos. Gostamos de andar com quem aqueles que se parecem conosco, ou com a imagem que temos de nós mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez, os amigos da adolescência tendem a ser transitórios menos por causa da mudança de rotinas do que pela luta individual em amadurecer. Em anos passados, aquilo que fazíamos e acreditávamos com os amigos bastante íntimos não combinaria mais com os presentes esforços de se encarar a vida adulta. Por outro lado, pelo fato da regra de se parecer com quem anda conosco permanecer, se o adulto é nostálgico dos companheiros de outrora, existe ali um sinal de dificuldade de amadurecimento. Este adulto ainda é adolescente no coração, porque se simpatiza mais pelos amigos de antigamente do que pelas pessoas que estão do seu lado.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguém poderia argumentar que as amizades são dependentes de círculos de convivência que não temos controle para demarcar, afinal não decidimos quem são nossos vizinhos e colegas de convivência diária. Porém, se o indivíduo se faz amigo de muitos daqueles que lhe são rotineiros &#8211; e aqui eu descrevo a amizade a partir de práticas como sair para jantar, chamar à casa, viajar juntos, etc &#8211; existe nesse sujeito um espírito inclinado a relacionamentos superficiais que reflitiria sua própria superficialidade. Exceções existem, mas se a identificação de amizade é imediata com muitos colegas de trabalho e vizinhos, isto significa que queremos nos parecer com indivíduos que têm as nossas mesmas inclinações &#8211; para usar um termo que leio em escritos de São Josemaría Escrivá &#8211; &#8220;aburguesadas&#8221;. Pode-se conviver por anos com um desses amigos, mas os diálogos dificilmente sairão de anedotas, comentários sobre espetáculos das massas, fofocas com psicologismos rasteiros e reclamações do tempo, do mundo e das pessoas. Não se pode ser seletivo para ser caridoso, mas aceitar todos os convites para passeios não é necessariamente um sintoma de sociabilidade saudável.</p>
<p style="text-align:justify;">Certa vez, um colega de trabalho, de outro departamento, me disse que não tem amigos, mas que é amigo. Gosto parcialmente da afirmação, talvez porque seja mais fácil para mim ouvir alguém, falar algo e ir embora para casa do que confraternizar com os outros numa festa. Então, se eu converso às vezes com aquele sujeito, em encontros rápidos pelo pátio, é sinal também de que me identifico com alguma coisa dele. O analítico senhor Baltazar gosta de caminhar sozinho por entre os blocos da repartição, sem destino certo. Às vezes, eu faço esses pequenos banhos de sol também, enquanto penso na existência, na humanidade e se compensa comprar um salgado gorduroso na cantina.</p>
<p><a href="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/05/noivado7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2933" title="noivado7" src="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/05/noivado7.jpg?w=500&#038;h=304" alt="" width="500" height="304" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Neste andar, de vez em quando a vida faz boa surpresa com uma ligação da Gaby. É bom caminhar ouvindo a voz dela. Para a Gabriely que tanto preciso amar, é dever de sempre que eu busque o melhor dos amigos. Não poderia me imitar, porque nunca sairia de mim a beleza que ela merece. Mas antes de falar sobre este amigo que quero imitar, me permitam recuar num apanhado de impressões recentes. Depois de abençoar o nosso noivado, Dom Rafael Cifuentes continuou sua conferência. Até então, nunca o vimos pessoalmente. Enquanto Dom Rafael falava, alguma coisa do seu olhar, da sua dicção e da sua respiração &#8211; enfim, todo um combinado harmônico de se pronunciar sobre a vida &#8211; me levava para o Padre Rafael. Espero que vocês não se confundam com tantos Rafaéis, mas eu, Rafael, percebia indícios fortíssimos do Padre Rafael, meu confessor, em Dom Rafael. Para facilitar nossa compreensão sobre os Rafaéis, curiosamente, Dom Rafael foi o primeiro diretor espiritual do Padre Rafael. Algum tempo depois, isso me fez descobrir no coração que existe um carisma especial na ordem a que eles pertencem. Um carisma se manifesta de diversas formas e eu captei parte dele num senso de humor, de serenidade e de bondade que colorem as palavras daqueles sacerdotes. Porém, mesmo tendo descoberto que o carisma era uma coisa da &#8220;ordem&#8221;, eu notava que aquela alegria não tinha sido inventada nem mesmo pelo fundador Escrivá. De fato, alguns padrões de comportamento que se repetem em amigos de um conjunto, mesmo religioso, são invenções bem mundanas. Vide o onipresente sotaque maroto, choroso e mais ou menos carioca dos pastores de uma seita, o palavreado barbado de sindicalistas e a oratória alegre, que não se sabe cínica, dos políticos brasileiros. Porém, na fala daqueles Rafaéis, o assemelhar-se é diferente, porque o amigo que eles imitam não vem da superficialidade da rotina ou dos interesses mundanos. É um amigo bastante conhecido, ainda que pouco ou superficialmente visitado.</p>
<p style="text-align:justify;">Este amigo é Jesus Cristo. Quanto mais quisermos a amizade com Cristo mais nos pareceremos com Ele, do mesmo modo que quanto mais andamos com uma pessoa, mais tendemos a reproduzir o seu repertório de gestos e de expressões. Mas não pode se tratar apenas de uma amizade simbólica. É preciso visitá-Lo no sacrário, buscar Seus sacramentos na Igreja, conviver com bons sacerdotes, enriquecer a vida interior com orações e leituras espirituais, forçar o domínio de si por asceses, e fazer do cotidiano uma extensão da vida de Nosso Senhor.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, 4 de agosto, dia do Sacerdote, em homenagem a São João Maria Vianney, o Cura de Ar&#8217;s, e pedindo-lhe a intercessão para todo o clero, manifesto meu carinho enorme para com os amigos de Cristo, o Papa Bento XVI, nosso bispo Washington, meu diretor espiritual Rafael e meu pároco Félix.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3010/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3010&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Igreja e o diálogo com a esquerda</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 15:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Comunismo e Igreja não dão certo juntos, porque aquele pretende instaurar o Reino ainda na história (séculos antes de Marx, já existiam heresias similares no cristianismo que remontam, em última instância, ao desejo de Judas), ao passo que a cristandade, até mesmo para não se misturar ao poder político, deve almejar a santificação dos seus, um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3001&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Comunismo e Igreja não dão certo juntos, porque aquele pretende instaurar o Reino ainda na história (séculos antes de Marx, já existiam heresias similares no cristianismo que remontam, em última instância, ao desejo de Judas), ao passo que a cristandade, até mesmo para não se misturar ao poder político, deve almejar a santificação dos seus, um a um, &#8220;ovelha perdida&#8221; por &#8220;ovelha perdida&#8221;. Naturalmente, a nossa santificação é que tornará o mundo lugar cada vez melhor. </p>
<p style="text-align:justify;">Digo isso, porque, por outro lado, a união dos cristãos com o conservadorismo político chega a um ponto insustentável se a ideia for conciliar os valores e consequências do liberalismo econômico com o cristianismo. A Igreja, definitivamente, não endossa os rumos de uma cultura que, na criação desenfreada de produtos de consumo, tem alimentado os demônios do individualismo, da massificação, da avareza corporativa, da esterilidade social e da crise das famílias.</p>
<p style="text-align:justify;">Penso que o liberalismo só pode ser mais &#8220;desejado&#8221; que o comunismo, porque não existe no sistema capitalista um projeto articulado de reformulação da sociedade. Porém, é bastante claro que a civilização do consumo tem causado revoluções de comportamento que, se fizessem parte de um programa organizado com este fim, seriam gravemente condenadas pela Igreja. Aliás, os &#8220;estragos&#8221; causados por esta cultura moderna não perdem em nada para as violências dos regimes totalitários, porque são nascidos do mesmo desencanto.</p>
<p style="text-align:justify;">O liberalismo e o comunismo são filhos do mesmo pai, o deus ausente. Primeiro, acreditaram que Cristo não precisava da Igreja. Depois acreditaram que o mundo não precisava de Cristo. O ateísmo moderno foi o caminho natural desse desencanto que, nos dias de hoje, coloca em dúvida a própria crença no &#8220;homem&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Se o liberalismo econômico, na pior das hipóteses, é mais &#8220;desejado&#8221;, eu ouso dizer que do ponto de vista da investigação da realidade que alerta para a necessidade de mudanças, há pontos do pensamento da esquerda indubitavelmente mais cooperativos com os desafios da cristandade do que as repercussões individualistas da filosofia liberal. Se eu chego à conclusão, por exemplo, que a esterilização artificial da sociedade tem raízes na alienação causada pelo mundo do consumo, humildemente atribuo à esquerda esse tipo de investigação.</p>
<p style="text-align:justify;">É preciso abrir as portas para o diálogo com todos aqueles, à direita ou à esquerda, que estejam interessados num mundo atento para a dignidade humana.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde que era cardeal, o Papa Bento XVI mantém diálogo com um jornalista alemão de esquerda, Peter Seewald. Os diálogos já renderam dois livros &#8220;Sal da terra&#8221;, de 1996, e &#8220;Luz do mundo&#8221;, de 2010.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma pergunta do jornalista em &#8220;Sal da terra&#8221; me chamou muito a atenção. Peter Seewald rememora uma carta de Pier Paolo Pasolini ao Papa Paulo VI, numa época já próxima do falecimento do cineasta. Pasolini escreve, com uma certa esperança, que a Igreja deveria resgatar um espírito de contestação e unir os inconformistas do &#8220;império&#8221; do consumo, numa luta análoga à do papado contra os poderes de outrora.</p>
<p style="text-align:justify;">Na resposta, o então cardeal Ratzinger diz que há muita verdade na fala de Pasolini, uma vez que desde os profetas hebraicos existe a disposição para a crítica radical da sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Penso que ainda há muito a ser amadurecido no diálogo da Igreja com a esquerda, não para uma conciliação harmônica e impossível do cristianismo com o marxismo, mas na busca de alguns pontos de cooperação, do mesmo modo que ocorre com o conservadorismo de direita. As consequências da teologia da libertação ainda causam problemas lamentáveis, mas se a cristandade e a esquerda quiserem cooperação parcial ao invés de conciliação total, boas coisas surgirão.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/3001/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=3001&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fé</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 12:42:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convites]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem assume que a vida humana tem postura, tem escolha e tem livre agir, deve se perguntar se o finito basta. O finito é onde ajo, é o que eu tenho na carne, e é o que muita gente pode me confortar com explicações científicas.  Sim, eu posso viver de finito, mas particularmente ele não me convém, porque [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=2997&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem assume que a vida humana tem postura, tem escolha e tem livre agir, deve se perguntar se o finito basta. O finito é onde ajo, é o que eu tenho na carne, e é o que muita gente pode me confortar com explicações científicas. </p>
<p>Sim, eu posso viver de finito, mas particularmente ele não me convém, porque o finito pode conviver com a desgraça. A notícia mais escabrosa da página policial não impediu que no finito de hoje fizesse sol. Se o finito bastasse, eu poderia ser mais um a escandalizar quem tem dificuldade de infinito por causa da barbaridade do jornal. Não teria nenhuma obrigação empírica com o mundo, que não fosse precária ou relativa.</p>
<p>Mas, porque eu preciso de postura, aquela que me convém demanda algo que não cabe na finitude meu pensamento. Por isso eu me interesso é pelo verbo Daquele que se diz &lt;&lt;amor&gt;&gt;.</p>
<p>Contudo, se o finito é a nossa coisa acessível, meu apego a ele seria capaz de implorar para que Aquele verbo ficasse aqui conosco, nem por pouquíssimo tempo. Que Ele fizesse parte da história para me convencer do verbo infinito de que preciso.</p>
<p>Eis o mistério da Igreja. Não tive o privilégio do que aconteceu a mais de 2000 anos, mas a verdade é que facilmente eu fugiria do martírio daqueles que viram. Eis, de novo, o mistério da Igreja. Ela me aceita hoje para eu ver o infinito no sacrário.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/2997/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=2997&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Meia-noite em Paris &#8211; O gracioso embuste de Woody Allen</title>
		<link>http://memoriaeidentidade.wordpress.com/2011/07/19/meia-noite-em-paris-o-gracioso-embuste-de-woody-allen/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 17:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Meia-noite em Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Allen]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/07/midnight-in-paris-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2990" title="midnight-in-paris-2" src="http://memoriaeidentidade.files.wordpress.com/2011/07/midnight-in-paris-2.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O circuito atual de cinema consegue, ele mesmo, ser autocrítico. Quando se lê a programação nos jornais, a quantidade de filmes que são sequências é absurda, a despeito da qualidade individual de uma obra ou de outra. Pode ser que a autocrítica de uma programação tão massificada tenha instigado o público do mundo inteiro a fazer do novo filme de Woody Allen, <em>Meia-noite em Paris</em>, um sucesso de bilheteria. Diante de uma opção de passatempo que não tenha um algarismo romano no título, é provável que a busca por algo “diferente” seja um dos fatores que tenha dado ao cineasta um público que até então nunca deu muita bola aos seus filmes anuais. Mas é um sucesso agradável, porque <em>Meia-noite em Paris</em>, juntamente com <em>Broadway Danny Rose</em> (1984), <em>A rosa púrpura do Cair</em>o (1985) e <em>Tiros na Broadway</em> (1994) representa o melhor do artista.</p>
<p style="text-align:justify;">A filmografia extensa de Woody Allen pode ser refletida a partir de três tensões que o cineasta, com uma cosmovisão notadamente pessimista e melancólica, transita. A arte, o crime e o sexo são embustes? Nesta visão de mundo em que a morte encerra tudo, e que não se conhecem respostas e sentidos para a vida, é sempre questionado se o crime precisa da perspectiva moral, se os relacionamentos são garantia de felicidade e se a arte serve para alguma coisa. A partir dessas inquietações existenciais, Woody Allen lança um filme após o outro. Analisando-os como produções em série, genericamente ouso afirmar, com o risco da superficialidade e do equívoco das exceções, que os filmes sobre relacionamentos são medianos, que os filmes sobre a violência são bons e que os filmes sobre a arte são excelentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Naturalmente, os filmes mesclam mais de uma perspectiva, mas quando a brilhante mente cômica de Woody Allen se ocupa apenas em colocar personagens neuróticos no impasse entre o conforto egoístico da arte ou a aceitação de uma realidade que pode se abrir, quem sabe, para a descoberta de um <em>logos</em> generoso, a coisa fica muito fina.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <em>Tiros na Broadway</em>, o personagem principal, um dramaturgo, havia escrito uma peça de teatro ruim. Porém, ancorado em convicções vaidosas sobre a criação artística, o dramaturgo reluta em aceitar as imperfeições de seu texto até que um pistoleiro brucutu da máfia ítalo-americana surge com ideias geniais para a peça. Reescrita a peça, a montagem se torna um sucesso de público e de crítica. Passando por dúvidas comuns em sua obra a respeito da natureza da arte (é ou não embuste?) ou da capacidade de um criminoso ser capaz de fazer algo “bom” (o crime importa ou não?), Allen fecha seu protagonista na postura pela realidade. O dramaturgo admite que não é artista, se repara com a mulher que ama e segue com ela para o interior dos Estados Unidos, onde  pretende dar aulas.</p>
<p style="text-align:justify;">O protagonista de <em>Meia-noite em Paris</em> nem sequer cogita a “realidade”. A trama é uma fantasia muito engraçada sobre um escritor que adoraria ter vivido na Paris dos anos 20, nos contatos noturnos e criativos com Hemingway, Picasso, Fitzgerald, Dalí e tantos outros. Para seu contentamento, num passe de mágica, ele consegue esse tipo de passeio. Porém, o Hemingway conhecido pelo protagonista surge não como um homem, mas como uma caricatura que recita frases curtas e incisivas sobre caça, guerras e mulheres. Picasso é apenas um ressentido, Dalí é um maluco obcecado por rinocerontes e Gertrude Stein é a crítica que, é claro, elogia seu livro. Nesta cosmovisão, a arte é um jogo entre neuróticos e os artistas surgem exatamente como conhecidos pelo espírito imaturo do protagonista.</p>
<p style="text-align:justify;">Então, por que diabos, <em>Meia-noite em Paris</em> é um filme tão bom? Se no confronto imediato com o resumo da ópera, as peripécias fantasiosas é que chamam a atenção, a verdade é que não apenas as viagens no tempo, mas absolutamente todas as neuroses do protagonista são apaziguadas, o que constitui a “graça” do filme e a “desgraça” da cosmovisão.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a noiva e a sogra do protagonista preferem andar de carro por Paris, o que contraria sua vontade de caminhar pela cidade na chuva, lá na frente da narrativa, sua vontade será satisfeita. Se uma jovem francesa que gosta de Cole Porter, fala inglês com sotaque e tem os dentes da frente charmosamente separados parece um bom ideal romântico, é ela que lhe acompanhará na chuva. Os mimos do protagonista são correspondidos e mesmo que ele tenha amadurecido ao ponto de descobrir o absurdo da nostalgia (em todas as épocas as pessoas tendem a idealizar o passado), a Paris que lhe encerra é perfeita para sua incapacidade de ceder.</p>
<p style="text-align:justify;">Woody Allen encontra, vejam só, em Owen Wilson o ator multidimensional que não faz da angústia existencial um reles motivo para rabugices neuróticas, mas uma representação doce, suave e demasiadamente humana de como nossos desejos egoístas são todos eles promessas mentirosas de felicidade. O final feliz de <em>Meia-noite em Paris</em> não existe, porque o filme é todo ele causado por embustes. A viagem no tempo, bem sabemos, é uma coisa fantasiosa, mas é somente naquele cosmos mentiroso que couberam a incapacidade de amar e a superficialidade da arte. </p>
<p style="text-align:justify;">O que vem a ser a “realidade” ainda pode ser insondável para Woody Allen, mas é de seu Salvador Dalí que parte uma definição tremendamente engraçada do que não tem nada a ver com a resposta para as coisas mais fundamentais. Rinocerontes, ele diria. Já é um avanço. As gargalhadas do público, pelo menos, não deixam dúvidas: a humanidade e a arte, a despeito de qualquer pessimismo, ainda tem muita “graça”. É um grande filme de Woody Allen e, no circuito atual de cinema, até seria bem-vinda alguma continuação impossível como <em>Meia-noite em Paris &#8211; Parte II</em> ou <em>Meia-noite no Rio</em>.</p>
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		<title>O esforço para o amor</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 16:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convites]]></category>
		<category><![CDATA[Caridade]]></category>
		<category><![CDATA[Fortaleza]]></category>

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		<description><![CDATA[Somos educados para o esforço. Desde criança, sabemos que é preciso ter força de vontade para se dar bem nos estudos e, à medida que crescemos, quanto mais tempo gastarmos com a aprendizagem de uma ocupação, mais chance teremos de alcançar bons postos no mercado de trabalho. A virtude da fortaleza é inquestionável, mas podemos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=2985&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Somos educados para o esforço. Desde criança, sabemos que é preciso ter força de vontade para se dar bem nos estudos e, à medida que crescemos, quanto mais tempo gastarmos com a aprendizagem de uma ocupação, mais chance teremos de alcançar bons postos no mercado de trabalho.</p>
<p>A virtude da fortaleza é inquestionável, mas podemos nos indagar se a época moderna não anda relegando a força de vontade apenas para os aspectos de formação social do &#8220;eu&#8221;. Na educação moderna para a obstinação, é sempre sugerida uma recompensa que vem nas formas de status e de conta bancária avantajada. Quem estudar e trabalhar mais, terá mais vantagens.</p>
<p>Uma das coisas que mais percebo faltar na formação social é uma &#8220;educação para o amor&#8221;. As pessoas são muito pouco instruídas a perseverar no amor. Confunde-se o amor com um sentimento que é despertado magicamente no coração, ao invés de ser aprendido como aquilo que verdadeiramente é, ou seja, um ato da inteligência e da vontade. Nesse sentido, o amor a Deus fica sujeito a modismos espirituais, o amor conjugal se torna apenas uma continuidade, por poucos anos, de algumas faíscas vibrantes do namoro e do noivado; o amor à família vira &#8220;apegos umbilicais&#8221; e o amor à humanidade vira simples filantropia, resolvida numa ligação para o &#8220;Criança Esperança&#8221;.</p>
<p>Diante desse quadro social pouco inspirador, a crise da meia-idade se torna, então, uma das coisas mais previsíveis do mundo. É possível, inclusive, uma crise de meia-idade aos vinte e poucos anos! Nessas crises existenciais, o sujeito se percebe desmotivado e com a alma árida, afinal pode ser que nunca lhe ensinaram (ou ele não quis ouvir seu próprio coração) que perseverar nos assuntos do mundo é importante, mas mais valioso ainda é direcionar o espírito da vontade para o cultivo de boas relações pessoais.</p>
<p>Não quero relativizar a importância do aperfeiçoamento nos estudos e do trabalho bem feito, mas alerto para nossa imperfeição social, que tende a associar esforço com recompensas materiais. Porque o fato é que, antes de qualquer coisa, a fortaleza é para ser conduzida como serviço e como inclinação natural para fazer o bem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/2985/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=2985&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Rafael</media:title>
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		<title>Discurso e poder</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 20:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Convites]]></category>
		<category><![CDATA[Estado laico]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Meditação sobre a Igreja e o Estado laico As discussões sobre a regularização do casamento entre homossexuais no Brasil estão muito ruins. É uma pena. Concordantes e discordantes, assim como acontece no debate sobre o aborto, tendem a se fixar em argumentos relacionados a elementos da fé religiosa, que são perfeitamente dispensáveis. Que um feto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=2981&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Meditação sobre a Igreja e o Estado laico</p>
<p></em>As discussões sobre a regularização do casamento entre homossexuais no Brasil estão muito ruins. É uma pena. Concordantes e discordantes, assim como acontece no debate sobre o aborto, tendem a se fixar em argumentos relacionados a elementos da fé religiosa, que são perfeitamente dispensáveis. Que um feto seja uma vida humana, com informações genéticas e comportamentos fisiológicos individuais, é fato que dispensa a crença religosa de que haja ali um ser humano. O bebê é visível, palpável. As técnicas científicas permitem tal observação, o que torna a defesa da vida uma posição fácil de ser aderida por qualquer indivíduo com um mínimo de respeito pela dignidade humana, independentemente de sua fé religiosa. Os bebês que são abortados agonizam e reagem, como podem, à morte forçada. Isso é materialmente e exaustivamente constatável, como a luz que o interruptor acende ou a água que sai da torneira, tratando-se, assim, de uma percepção completamente diferente de acreditar na Ressurreição de Nosso Senhor ou na Assunção da Virgem Maria.</p>
<p>Porém, deve-se admitir que figuras da própria Igreja tem dificuldade de se fazerem entendidos pelos meios de comunicação. Claro que o aborto ofende a Deus e este é o principal motivo para o repudiarmos, mas quando se participa da discussão política, os católicos devem seguir os anseios da Igreja, que deseja ardentemente por um Estado laico. Sim, o Papa é um defensor convicto do Estado laico. Por isso, quando se discute um tema como o aborto, os cristãos devem se pautar por argumentos que a razão de qualquer pessoa pode alcançar. São argumentos que precisam da nossa humildade. Poderíamos lançar grandes e belíssimos tratados ontológicos sobre a dignidade humana, mas temos de nos sujeitar a coisas pequenas e raciocínios mais simples, partindo, por exemplo, de imagens geradas por ultrassons que demonstram a quem quiser ver que existe, sim, uma vida humana no ventre materno. Se o conceito de &#8220;vida humana&#8221; for vago para alguns, ressaltemos que o sujeito não precisa nem acreditar que exista uma &#8220;alma humana&#8221; para reconhecer a vida material de um feto.</p>
<p>O discurso da Igreja sobre o aborto é politicamente necessário, porque a cristandade não pode se omitir diante de abusos contra o ser humano. Mas não é um discurso que tem a pretensão do poder político de fato. Igreja é uma coisa, poder público outra. Criticar a Igreja por, simplesmente, se pronunciar sobre qualquer tema é um absurdo. É irônico que alguns defensores da &#8220;democracia&#8221; não se atentem para isso, porque em última instância, não querer que a Igreja fale, é desejar um mecanismo de censura. Politicamente a Igreja tem exatamente a mesma pretensão da minha pessoa, quando escrevo neste espaço. Eu, Rafael, quando digo que repudio o aborto e faço disso uma luta pessoal, não tenho a pretensão de tomar o poder público para mim. Eu, Rafael, como Igreja Católica que também sou, faço o discurso politicamente necessário, mas não almejo com o gesto do discurso a política da execução. Uma coisa é poder de esclarecer, outra é poder de decretar.</p>
<p>Curiosamente, quando disse acima que a discussão sobre a regularização do casamento gay está muito ruim, uma das razões que me leva a pensar assim está relacionada a um certo absurdo de politizar algo de ordem perigosamente politizável. Explico melhor: diferentemente do aborto, que envolve, em cada caso, um gesto que pode ser tipificado criminalmente como homicídio, isto é, a retirada do feto do ventre materno; a questão homossexual envolve um costume que a cristandade, diferentemente de alguns países teocêntricos, de matiz fundamentalista islâmica, não tem a menor pretensão de criminalizar. Nesse sentido, politicamente, o homossexualismo interessa tanto para o cristão, como a masturbação, a fornicação ou o adultério. Todas essas práticas são desordenadas, do ponto de vista do fim da sexualidade humana, mas assim como a Igreja nunca levantou a estranha possibilidade de criminalizar indivíduos com comportamentos sexuais fora do contexto matrimonial, é possível dizer, com convicção, que a autêntica cristandade não persegue os homossexuais.</p>
<p>Politicamente, os cristãos podem ser solidários aos homossexuais, nos casos de ofensas verbais e físicas. Se um indivíduo humilhar um homossexual por essa condição particular, cabe à sociedade discutir formas de coibir esse tipo de conduta. Porém, politicamente, não se poderá esperar nunca de um cristão que feche os olhos para as consequências civilizatórias não apenas das relações homossexuais, mas da sexualidade que rebaixa o ser humano à categoria de objeto de prazer e que impede ou danifica a segurança dos núcleos que rejuvenescem as sociedades: as famílias. O homossexual, na tipificação grosseira da civilização moderna, caracterizada pelo ajuste dos indivíduos nos compartimentos do mundo da ação e do trabalho, corre o risco de ter sua existência reduzida à causa política. O homossexual perde a oportunidade de buscar a própria felicidade quando um assunto particular e naturalmente propenso a problemas torna-se mote de sua afirmação social.</p>
<p>De qualquer forma, o cristão deve se preocupar com os homossexuais, exatamente como se preocupa com a gigantesca maioria dos cidadãos comuns, que por falta de formação, não compreendem ainda a beleza do encontro do homem e da mulher, cujos corpos são feitos de uma linguagem que pede pela sexualidade integral e exclusiva. A própria castidade, dos solteiros e dos consagrados, ganha uma belíssima dimensão diante do que se guarda.</p>
<p>O sexo é uma extraordinária integração que, sendo uma fonte elevada de satisfação, precisa apenas ser vivido de forma a se respeitar ao máximo o seu significado. Ouso dizer que, por incrível que pareça, os costumes hedonistas levam à repulsa pelo sexo verdadeiramente bom. Exemplo rápido e simples: o slogan de que &#8220;sexo é bom &#8211; use camisinha&#8221; é de uma contradição gritante. Os preservativos são uma ofensa brutal, entre outras coisas, aos tempos que uma relação autenticamente satisfatória demanda. São, literalmente, corpos estranhos que, nos momentos em que as mulheres precisam sobremaneira ser atendidas por afetos profundos, apressam ou eliminam ritmos que os homens só podem aprender numa relação livre de utensílios que precisam ser retirados. Note-se que este é um caso de uma percepção sobre a sexualidade desprovida de argumentos religiosos.</p>
<p>Não quero, com toda essa discussão, subestimar o discurso da ordem religiosa, mas atentar para o fato de que, seguindo a mesma linha de raciocínio acima, trata-se de um depositório de palavras que precisa ser vivida de forma mais plena. A Igreja é para ser vivida no sacrário, na doutrina e nas nossos cotidianos preenchidos com comportamentos caridosos, compreensivos e pacientes. A política dos homens, eu penso, é para ser debatida a partir de pressupostos simples, com fundamentos ancorados numa razoabilidade atingível a todos, e às vezes no próprio Direito Natural.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriaeidentidade.wordpress.com/2981/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=2981&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lições escondidas de modernidade</title>
		<link>http://memoriaeidentidade.wordpress.com/2011/06/27/licoes-escondidas-de-modernidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 14:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Carneiro Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convites]]></category>

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		<description><![CDATA[Puxando rapidamente pela memória alguns fatos da Igreja nos últimos cem anos: a Carta Encíclica de Pio X exageradamente rigorosa sobre as doutrinas modernistas; a fundação do Opus Dei por São Josemaría Escrivá a partir do conceito de santificação na vida ordinária; as motivações verdadeiras do Concílio Vaticano II; o cristocentrismo de Joseph Ratzinger e o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriaeidentidade.wordpress.com&amp;blog=8236687&amp;post=2977&amp;subd=memoriaeidentidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Puxando rapidamente pela memória alguns fatos da Igreja nos últimos cem anos: a Carta Encíclica de Pio X exageradamente rigorosa sobre as doutrinas modernistas; a fundação do Opus Dei por São Josemaría Escrivá a partir do conceito de santificação na vida ordinária; as motivações verdadeiras do Concílio Vaticano II; o cristocentrismo de Joseph Ratzinger e o personalismo de João Paulo II que culmina, entre outras coisas, na teologia do corpo, chego à conclusão de que os assuntos dos jornais e a opinião pública que dali se forma estão pavorosamente obsoletos, caducos e à espera da última injeção letal. Termos como &#8220;STF&#8221;, &#8220;Juiz&#8221; e &#8220;Marcha&#8221; tem me causado arrepios nos últimos dias, tamanha a imaturidade de intelectuais, políticos, carolas e simpatizantes.</p>
<p>Eu quero dizer apenas que nada &#8211; absolutamente nada neste mundo &#8211; é mais moderno, urgente e repleto de frescor do que a velha Igreja Una, Santa, Católica Apostólica e Romana. Um cardeal rabugento esconde tesouros que bilhões de mortais nem sequer sabem da existência. A piedade de uma velhinha chata pode ser infinitamente mais progressista do que qualquer gritinho histérico por avanços políticos. O cardeal rabugento e a velhinha chata estão errados em um milhão de coisas, podemos admitir. Mas quando apostam na amizade com Cristo, a mera existência deste pulsar de coração indica um &lt;&lt;caminho&gt;&gt;. Os bastidores desse caminho: o heroísmo, a santidade, a biblioteca da fé, o brilhantismo intelectual e artístico de algumas de suas figuras, a agudeza dos sacerdotes, os cuidados litúrgicos, o matrimônio, a Santa Missa &#8211; quanto mistério, quanta beleza e quanta inteligência nesses assuntos da Igreja e de todos os seus que me arrepiam completamente.</p>
<p>É Cristo que passa.</p>
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