Hacksaw Ridge (Até o último homem), de Mel Gibson

Os filmes de Mel Gibson são sempre comentados a partir da grande violência que caracteriza os percalços de seus protagonistas. É verdade que há muitas cenas violentas na obra do diretor, mas o que poucos parecem perceber é que a visceralidade que emana de seus filmes vem de corpos verdadeiramente humanos. Os hematomas e as mutilações visíveis acometem homens que, enquanto personagens, interessam primeiramente a Gibson pelas invisibilidades que lhes fazem homens: as suas consciências, os seus afetos e os seus sentimentos. 

O novo filme de Mel Gibson, Hacksaw Ridge (Até o último homem), não é sobre a política ou moralidade da guerra, muito menos uma propaganda religiosa escorada nas boas intenções de seu protagonista, mas um acompanhamento da consciência, dos afetos e dos sentimentos de um homem que viveu a infância numa cidade pequena da Virginia, que se apaixonou por uma enfermeira, que tinha repulsa a armas de fogo e à ideia de matar alguém e que, finalmente, após se alistar no exército, atuou como médico de uma companhia que lutou no Japão na II Guerra, se tornando herói de guerra sem disparar um tiro sequer. As vivências formativas de infância, as esperanças juvenis e a violência da guerra compõem uma unidade dramática no filme na medida em que reportam a um homem e não a um tema ideológico qualquer. É brilhante a sequência no início do filme em que o protagonista Desmond Doss entra num hospital. Naquele lugar, o rapaz “vê” por dentro e por fora tudo aquilo que sua consciência lhe convoca a ser: marido (ao ver a bela enfermeira que ele tratará de paquerar) e médico altruísta (ao ver o ferido que ele trouxe ao hospital e salvou).

Aparentemente, Mel Gibson poderia ser acusado de promover um retrato ingênuo ou por demais imaculado de um homem que bem deveria ter os seus demônios, mas na medida em que o filme é movido a partir da interioridade invisível de seu protagonista, ou daquilo que ele vê por dentro, é inevitável que os acontecimentos visíveis e exteriores sejam caracterizados todos eles a partir do modo como se antagonizam com um espírito jovem, teimoso e idealista. Tomás de Aquino dizia que a juventude é uma das causas da paixão da esperança, porque a inexperiência faz com que o jovem desconheça as intempéries costumeiras da vida que podem inibir sonhos e ideais. Quando eu defendo que o filme de Gibson não faz propaganda religiosa, ou que não cai no risco da caracterização ingênua do seu protagonista é justamente porque o seu tema central são as paixões do jovem Desmond Doss. O protagonista simplesmente atende às convocações de seu coração humano e o filme é sobre isso.

Em entrevistas de divulgação do filme, Mel Gibson diz que suas aspirações de realizador são entreter, educar e elevar. Seu novo filme cumpre com maestria todas essas aspirações além de ser prova contundente de que Gibson deve ser um dos poucos cineastas vivos que consegue filmar bem qualquer gênero cinematográfico. Curiosamente, o filme é também muito engraçado. Vince Vaughn, ator conhecido por participar de várias comédias, nunca esteve tão bem quanto nas sequências em que ele faz troça do seu pelotão. As cenas levam a platéia às gargalhadas. A escalação de elenco parece ter sido feita criteriosamente, cujo ponto alto certamente é a presença de Andrew Garfield. Ao compor Desmond Doss, Garfield se investe de uma postura juvenil casta, esperançosa e apaixonada como aquelas de um James Stewart ou de um Henry Fonda em seus melhores momentos. Gibson é também um ótimo diretor de atores e,dotado de um apurado senso de composição e de ritmo, mereceria não apenas sua recente indicação ao Oscar, mas o prêmio máximo da Academia. Até o último homem é, possivelmente, o melhor filme de 2016.

 

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… a moçada vai pedir bis!

saltimbancos

É claro que eu adorei a nova versão dos saltimbancos. Eu estou entre aqueles que sempre vão pedir bis para Didi e Dedé. É um prazer ver e ouvir gente que se preocupa com performance ao fazer uma piada em cena. Embora estejam velhos e sem a mesma capacidade de outrora para o humor físico, Renato Aragão e Dedé Santana ainda têm, cada um do seu modo, senso de impostação e de tempo para nos fazer gargalhar até mesmo com piadas ingênuas de almanaque. Não quero aqui fazer uma defesa do humor ingênuo em contraposição ao humor ferino, mas o fato é que só podemos nos certificar se alguém é realmente um hábil comediante se, ao refletirmos sobre a gênese da nossa risada,
nos apercebermos que nosso prazer se originou mais da “forma” com que a piada foi encenada do que com o seu “conteúdo”. Em tempos de banalização da stand-up comedy, em que muitos medíocres chamam a atenção do público tão somente pelo conteúdo mordaz de seus textos – e aqui no Brasil a coisa é mais grave ainda, porque pouquíssimos conseguem se atentar minimamente para os desafios artísticos das performances verbal, fisionômica e corporal – Didi e Dedé são muito mais do que guardiões do humor ingênuo. A resistência desses octogenários é mais profunda. Eles são guardiões de uma arte cênica em vias de extinção.

 

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Melhores de 2016

O que eu consegui assistir de melhor que foi lançado no Brasil em 2016, em ordem de preferência:

10. Procurando Dory (Mantém o padrão Pixar de qualidade)

9. Chuck Norris vs Communism (Documentário disponível no Netflix. Quem foi iniciado na cinefilia por cópias em VHS de filmes dos anos 80 não pode perder)

8. Capitão América: Guerra Civil (Ferro, Aranha e Formiga: fantásticos)

7. Better Call Saul (Série de TV/2ª Temporada – A única série que assisti a uma temporada completa no último ano)

6. Invocação do mal 2 (No fundo, um filme sobre a importância especificamente paterna na reconstrução de um lar destruído)

5. Batman vs Superman (O filme mais incompreendido do ano. Como não vibrar com um filme que mostra a vida onírica do Batman?!)

4. Ave, César! (Viva o CINEMA!)

3. Café Society (Woody Allen gosta de filosofia, mas graças a Deus é apenas um extraordinário cineasta.)

2. Sully (Como é bom assistir hoje a algo que seja um FILME de verdade, e como é melhor ainda se isso for um filme de Clint Eastwood.)

1. Creed (O grande melodrama do terceiro milênio. Sylvester Stallone em estado de graça.)

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Sully, de Clint Eastwood, e A chegada, de Denis Villeneuve

Qualquer tomada de decisão envolve certa predição do futuro. Dois filmes recentes tratam do drama da predição: Sully, de Clint Eastwood, e A chegada, de Denis Villeneuve. Contudo, há uma diferença crucial entre os filmes. O filme de Eastwood é sobre o que sucede a dramática escolha, enquanto o filme de Villeneuve é sobre o que a antecede.

Sully, interpretado muito bem por Tom Hanks, é um piloto de avião experiente, tem sabedoria prática e toma a decisão que julga ser a mais prudente. Contudo, mesmo sendo bem sucedido, ou seja, tendo previsto bem o futuro, Sully será atormentado moralmente pelas vozes internas (de sua própria consciência) e publicamente pelas vozes externas das autoridades. O clímax do filme se dá quando, em audiência pública onde são liberados os áudios dos pilotos na cabine, o tal registro de realidade apazigua e faz entrar em acordo o íntimo do protagonista e a pressão externa dos julgadores. Sully tomou, de fato, a decisão correta. Penso que o drama desse filme enxuto e simples, sobre os 208 segundos que Sully teve de deliberar pelo pouso que terminou por salvar a vida de uma tripulação de 155 pessoas, envolve o drama cognitivo da phrónesis aristotélica que, diferentemente, do conhecimento platônico ideal, não envolve apreensão do objeto em sua inteireza, porque parte de dados recolhidos na realidade mutável, pelas instâncias da experiência sensível (percepções, memórias e experiências), e não de uma contemplação cognitiva que tem como objeto aquilo que não pode mudar. O pensamento prático de Sully possibilitou que vidas fossem salvas, contudo por ser pensamento pautado por experiências, o seu resultado poderia ter sido diferente do previsto. Em certo momento, Sully ao tentar se defender explica para a autoridade que é um piloto muito experiente, mas o julgador invalida a tentativa, afirmando que a experiência individual não deve ser levada em consideração, mas apenas aquilo que seria a totalidade das condições dos 208 segundos. Nesse sentido, as autoridades exalam uma arrogante segurança porque dispõem de procedimentos advindos das tecnologias da informação e das ferramentas de perícia que terminarão por responder verdadeiramente se a decisão prática de Sully foi acertada ou não. O ideal platônico do conhecimento absolutamente preciso é o que pauta a autoridade federal National Transportation Safety Board, que investiga alguém que só pode se defender aristotelicamente. Eis o drama.

É um tema recorrente na filmografia de Clint Eastwood. Em 2012, ele protagonizou As curvas da vida, um filme dirigido por um de seus colaboradores, Robert Lorenz. O velho protagonista, um olheiro de baseball, prefere utilizar seus “olhos”, ou seja, sua experiência sensível, para tomar decisões que envolvem contratação de jogadores, do que ferramentas informatizadas de cálculo e predição. O drama daquele filme é que o velho sofre de glaucoma. Para um personagem “aristotélico”, isso é trágico.

Por sua vez, no filme A chegada, como a protagonista vivida pela grande Amy Adams afirma, a sua concepção de “memória” sofreu reviravolta e isso vai implicar em um tipo de drama onde Aristóteles não tem vez. Não por acaso, a protagonista é uma cientista compelida a encontrar ferramentas precisas de diálogo com seres alienígenas que garantam pleno entendimento entre os comunicantes. Quando ela compreende a linguagem alienígena, a sua compreensão da realidade sofre uma reviravolta. Em A chegada, a inteligibilidade é de fato a morada do ser. A predição do futuro se torna certeira e a personagem, que tem outra maneira de pensar e de viver o início e o fim das coisas, conhece a partir de experiências e “memórias” não reais ainda. O filme termina com uma escolha, mas não haverá mais suspense, como em Sully, porque o resultado da deliberação é conhecido plenamente, sem margem para outra possibilidade a ser especulada.

É um bom filme, embora Villeneuve, a meu ver, ainda seja um cineasta que depende muito de bons colaboradores, apesar de sua inegável impostação estilística render, vez ou outra, alguma boa composição de cena para os nossos olhos. Seu melhor filme, disparadamente, ainda é The Prisoners (no Brasil lançado como Os suspeitos), que tem um excelente roteiro e foi editado por Joel Cox e Gary D. Roach, parceiros de longa data, vejam só, de Clint Eastwood.

Sully, na minha opinião, é bem melhor. Não há requinte, reviravoltas mirabolantes e diálogos bem sacados. Mesmo o humor é apenas razoável. Mas Clint é o único cineasta do mundo que se sai bem diante da “mediocridade”, porque o mundo mesmo é abordado em sua instabilidade. Clint filma rápido e não solicita repetições exaustivas de cena para os seus atores, porque para ele a ideia da composição perfeita é um contrassenso, porque o mundo não é disposto perfeitamente. A fraqueza que vez ou outra surge em seus filmes, por sua vez, é situada num terreno de personagens que vivem o drama das decisões individuais, de maneira que num relato em primeira pessoa, como é o caso de Sully, há um “ganho” com cada canastrão arrogante que surge em cena, e com toda uma gama de coadjuvantes mal desenvolvidos que, essencialmente incapazes de empatizar com o protagonista, contribuem sobremaneira para a sua solidão. Enfim, no cinema dos solitários de Clint Eastwood, Sully surge com mais um digno e inesquecível exemplar, embora os comentários críticos e a temporada de premiações estejam sendo bem mais generosos com o filme de Villeneuve.

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Café Society, de Woody Allen

Café Society, o novo Woody Allen, é uma beleza fotografada por Vittorio Storaro que parece estar de acordo com aquilo que aprendi na segunda parte da Suma Teológica, de Santo Tomás de Aquino: em termos da ação humana, a atividade racional só é para ser compreendida a partir de um contexto em que as paixões da alma são levadas em conta. Alma apetitiva e alma racional não são dois compartimentos descontínuos, mas potencialidades de uma só alma humana. O filme de Woody Allen ilustra brilhantemente em suas últimas cenas que a vida ganha mais sentido se for reflexiva e que, para nós, pobres homens, as paixões são uma porta significativa de entrada para a reflexão.

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Esquadrão Suicida

Parece-me que David Ayer teve certa liberdade criativa da Warner/DC para desenvolver o filme, pelo menos enquanto o filmava. O que houve, na minha opinião, foi falta de tempo para dar ao filme uma coerência interna, isto é, uma articulação de seus elementos cinematográficos e narrativos que manifeste “qual é” a do filme. Nesse sentido, é difícil avaliar se o filme é bom ou ruim, porque mesmo quando dizemos que o filme é ruim, o juízo parte de uma generalidade que aplicamos ao filme como um todo. Podemos dizer que um dado filme ruim tem performances comprometedoras, encenação preguiçosa, ou ainda um roteiro incoerente, de maneira que tais elementos problemáticos são generalizações que procuram dar conta do filme como uma unidade.

Pensemos, por exemplo, na performance de Jared Leto, como Coringa. A propaganda oficial procurava acentuar uma aura em torno da performance do Coringa, de modo a acentuar que Leto, um ator do método, estava a construir uma atuação à altura do grande legado dos intérpretes anteriores do personagem. Porém, é fato que nem Leto e nem Ayer conseguiram chegar ao que seria uma apresentação de personagem minimamente coesa. Em algumas cenas, Leto parece demais com o Jim Carrey de filmes como “The cable guy” ou “Eu, eu mesmo e Irene”. Carrey é um gênio e não há nada de errado, a priori, numa performance que nos lembre dele, ainda mais se tivermos em consideração que o Coringa é um palhaço. Contudo, uma perfomance do Coringa à Jim Carrey não se articula coerentemente com um filme que tenta, por meio da direção de arte e figurinos, tornar a imagem do vilão parecida com a de um rei do tráfico atormentado, algo que, em outras cenas, o próprio Leto se incumbe muito bem em fazer, fornecendo um registro de vião bem menos histriônico. Isso torna claro que o ator, nas filmagens, ofereceu outras possibilidades de performance que, ao invés de serem eliminadas em favor de uma unidade de caracterização, foram acrescentadas no filme lançado, fazendo da fruição de Esquadrão Suicida uma experiência com um trabalho em andamento.

Outro sintoma da pressa com que o filme foi produzido está no descuido dramático com a vilã do filme, Magia. Fica ao espectador a sensação de que fizeram questão de filmar o primeiro tratamento do roteiro do próprio Ayer, em que este, para ter um primeiro vislumbre da história como um todo (que depois teria de ser naturalmente melhor elaborada), simplesmente se aproveitou das ideias do Caça-Fantasmas, de 1984. A vilã de Esquadrão Suicida, o seu capanga e o combate final com a sua derrota, que implica na “desincorporação” da entidade maligna que havia possuído a mocinha, repetem muitos elementos do Caça-Fantasmas. Contudo, isso nunca é uma “referência” ou “homenagem”, mas ao que me parece apenas um remendo narrativo, porque é necessário um combate com o vilão no terceiro ato e, na falta de tempo para a elaboração de algo mais singular, repete-se descaradamente elementos que já foram utilizados num filme famoso do passado. Isso pode funcionar num primeiro tratamento de roteiro, mas não num filme lançado.

De qualquer maneira, mesmo que o resultado final seja mais uma prestação de contas do atual estado de coisas do universo cinematográfico que a Warner/DC vem elaborando do que um filme uno, acabado e resolvido (para o bem ou para o mal) em si mesmo, o que assistimos não deixa de ser, sob certas perspectivas, muito interessante. O “fracasso” do filme em não ter uma boa história, por exemplo, pode ser personificado na personagem, a um passo da vilania, Amanda Waller, interpretada por Viola Davis. Que essa mulher, o cérebro por trás do Esquadrão Suicida, seja obstinada em reunir, sem muita razoabilidade, um grupo suspeito para a execução de missões confusas, parece indicar que realmente não faz sentido, do ponto de vista narrativo, algo como um “Esquadrão Suicida”. Dessa maneira, o que temos num primeiro momento é inevitavelmente um fracasso narrativo que, enquanto filme, reflete a instabilidade mesma da personagem que move as peças do jogo. Como diz a letra da música dos Rolling Stones que embala as cenas iniciais de apresentação da “jogadora” e da própria cartela com o título do filme: “.. what’s confusing you is just the nature of my game”…

Fiquemos, então, a esperar as próximas jogadas.

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Ave, César! e Invocação do Mal 2

Até o presente momento, meus dois filmes favoritos da safra 2016 são Ave, César! (dos irmãos Coen, lançado em abril) e Invocação do mal 2 (de James Wan, lançado no último fim de semana).

Os irmãos Coen têm tanto prazer em narrar a história, que todas as referência ao modus operandi dos clássicos da era de ouro dos grandes estúdios de Hollywood não têm nada a ver com citações satíricas com ar de superioridade ou ainda com meras homenagens vazias; mas, isto sim, com a única saída possível para quem ainda acredita nos encantos narrativos do cinema. A crença dos irmãos Coen no bom cinema narrativo deixa claro para nós que o cineasta têm de ser crédulo para que, enquanto espectadores, acreditemos no filme, por mais absurdo que tudo aquilo possa parecer.

Por sua vez, o filme de terror de Wan me agradou muito, porque eu também vi ali um cineasta profundamente comprometido com a crença. A narrativa de Invocação 2 baseia-se em eventos sobrenaturais que teriam ocorrido em Londres no fim dos anos 70 e toda a construção narrativa fundamenta-se na crença de que tudo foi daquele jeito: não apenas as manifestações demoníacas, mas os penteados, os objetos cotidianos e até o clima de melancolia causado pelas intensas mudanças culturais e crises econômicas, de maneira que tudo é envolvido pelo pano de fundo das típicas músicas tristes do período (numa certa altura, o uso de I started a joke, dos Bee Gees, é um soco no estômago).

Porém, o que mais me chamou a atenção nesses dois filmes é que seus protagonistas do passado são dois sujeitos católicos, moralmente íntegros, e radicalmente crédulos daquilo que seria a missão própria e tradicional do varão: amar a mulher e proteger a família. Você pode discordar dessa visão de mundo, mas o fato é que em mentes criativas elas sempre rendem boas histórias. E que esses dois filmes, que acenam um tanto positivamente para modos de vida que eram mais habitais no passado, sejam distribuídos por grandes estúdios de Hollywood em 2016 indicam algo mais fácil ainda de acreditar: os produtores de cinema não são todos eles inimigos dos costumes tradicionais e da religião obcecados em incutir ideais revolucionários nos espectadores com o objetivo de promover grandes mudanças culturais. Eles querem principalmente ganhar dinheiro e o fato é que enquanto houver filmes tão bons quanto Ave, César! e Invocação 2 saindo de Hollywood, continuaremos todos nós, conservadores e progressistas, a pagar para vê-los.

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